Existe decisão empresarial, existe margem de lucro, existe repasse seletivo e existe um comportamento que a população percebe, pois quando é para aumentar, aumenta rápido, mas quando é para baixar, a redução quase nunca acompanha na mesma velocidade. Então não venham tratar a população como se fosse incapaz de enxergar o óbvio.
Em Cianorte, quem depende de combustível para trabalhar, estudar, cuidar da família e sobreviver sente no bolso uma violência econômica diária. E essa violência não pode ser escondida atrás de discurso político superficial. Culpar o governo federal virou desculpa fácil para evitar o debate sobre o que parece ser um feudo, a falta de transparência e o comodismo de setores locais que se aproveitam de um serviço essencial para manter preços sufocantes, sem contar o ICMS estadual que o governador que joga no mesmo time desses grupos não quer baixar e as privatizações de estatais estratégicas...
O combustível em Cianorte como na maioria das cidades do Brasil, é uma ferramenta que mantém a cidade funcionando. Quando grupos parasitários transformam essa necessidade básica em oportunidade de exploração e ideologia, o que está em jogo não é só economia local, mas a dignidade social. A população de Cianorte não abastece para ficar desfilando pelo centro, mas porque precisa trabalhar e fazer a cidade funcionar. Lucrar de forma abusiva e injusta em cima dessa necessidade é uma afronta direta à todos nós trabalhadores. Passou da hora de parar de proteger interesses econômicos com discurso ideológico vazio. Cobremos fiscalizações rígidas, transparência dos postos e respeito com a população. Porque jogar toda a culpa em Brasília é fácil, enquanto convenientemente se silenciam os abusos praticados na ponta, é não só desonesto é cumplicidade de um sistema que suga o povo e depois ainda tenta convencê-lo de que ele não entendeu o que está acontecendo! 🤢