RELATOS

Com tudo o que vivemos, de 17 de abril de 2016 a 8 de janeiro de 2023, este é um texto que dói escrever, porém necessário.

Imagem: Agência brasil
Em 2016, pensava ser “patriota” e lá estava eu em Brasília, pedindo o impeachment de Dilma, acreditando estar correto, acreditando que a esquerda era a “pior coisa” que existia no Brasil, sendo manipulado por grupos que mais tarde aprendi serem da extrema-direita. Momento vergonhoso da minha história, mas que, aos poucos, a própria história e suas tramas me mostraram a verdade. Agradeço ao Criador pela oportunidade de aprender, reconhecer meus erros e me arrepender.
Naquela época, acreditava estar fazendo a coisa certa. Mesmo sem entender muito, movido por um falso sentimento de patriotismo e pelo desejo de um Brasil justo e soberano, fui às ruas acreditando que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff seria a solução. Naquele momento, tinha a convicção de que defendia o Brasil. Na verdade, estava sendo manipulado por narrativas fabricadas e financiadas pela direita, por grupos que mais tarde compreendi fazerem parte da direita, com interesses econômicos e políticos que nada tinham a ver com o bem do povo.
Hoje, olho para trás com tristeza e reconheço o erro. Foi um período vergonhoso da minha história pessoal, mas também um aprendizado doloroso. A história, com suas lições e desdobramentos, acabou me mostrando a verdade: não era a esquerda o “mal” que eu acreditava, e sim aqueles que, com dinheiro, redes de desinformação e campanhas de ódio, manipularam milhões de brasileiros, inclusive eu.
Mais uma vez, agradeço ao Criador pela oportunidade de aprender, despertar, refletir e me arrepender. Entendi que amar o Brasil não é repetir slogans, palavras manipuladas ou pedir a queda de governos eleitos democraticamente, mas sim defender a justiça, a soberania e o bem do povo. E isso implica combater e desmontar as narrativas da direita.
Como sabiamente disse Dilma: no fim, todos seremos julgados pela história!
E eu quero estar do lado da verdade e da justiça.


Vídeo: edição@otavio_mello19