RELATÓRIO DE ESTÁGIO I

 

CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU



BRUNO JOSÉ MARTINS DA SILVA



INTERVENÇÕES NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM EM ALUNA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA E INTELIGENCIA LIMÍTROFE



CIANORTE

2023



NOME OCULTADO



INTERVENÇÕES PSICOPEDAGÓGICAS



Relatório de Estágio apresentado na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso: Relatório de Estágio do Curso de Especialização Lato Sensu em Psicopedagogia do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu do Centro Universitário Leonardo da Vinci – Uniasselvi.



CIANORTE

2023



SUMÁRIO



1 INTRODUÇÃO………………………………………………………………….…...................... 01 

1.2 OBJETIVOS ………………………………………………………………......................….... 1.2

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA……………………………………………….......................... 02 

2.1 OBSERVAÇÃO…………………….…………………………………….……….................... 2.1

3 COLETA E ANÁLISE DOS DADOS OBSERVADOS…………………………...................... 03

3.1 INTERVENÇÕES……….……………………………………………………....................…. 3.1 

4 REGISTRO E ANÁLISE DAS INTERVENÇÕES……………………………......................... 04

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS…………………………………………………..…....................... 05

6 REFERÊNCIAS………….…………………………………………………………..................... 06

7ANEXOS………………………………………………………………………..……..................... 07



1 INTRODUÇÃO


A atividade foi realizada na escola Pedrinho e Narizinho, a escola atente alunos do 1° ano ao 5° ano do Ensino Fundamental I, atendendo três bairros coligados a região. A escola conta com nove salas de aula, atendendo no período matutino e vespertino. A instituição de ensino além de atender o fundamental I, conta com o projeto alfabetiza que atente 50 alunos por semana, conta com professores PAEE em salas de aula, que realizam atendimentos individualizados com alunos que apresentam laudos médicos. Oferece aula de inglês e robótica integradas as disciplinas tradicionais, participa de concursos de escrita entre escolas do município, recebendo o terceiro lugar. O estabelecimento possui uma infraestrutura moderna, estando em reformas e construção de novas salas, pátio, parquinho e quadra para melhor atender a demanda local. No 2° Ano D, temos a Aluna Valentina Siqueira Ramos Fonseca que é atendida diariamente de forma individualizada por uma Professora PAEE, que exerce um trabalho baseado no Projeto Político Pedagógico da Escola, em total acordo com as disciplinas ministradas pelo Professor Regente da Sala de Aula, em sintonia também com os professores de Educação Física, Artes, Inglês e Ensino Religioso. Assim como Valentina, a escola atende mais 5 crianças com Professores individualizados, contando com 6 Professores PAEE. A família da aluna em questão, possui um papel ativo na vida escolar, participando das atividades desenvolvidas pela escola ao longo do ano, das reuniões de Pais e Mestres e das ações democráticas de revisão do PPP da escola, bem como da APMF.

Esse estágio serviu para pôr em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, obtendo acesso ao ambiente físico institucional no qual o psicopedagogo está inserido. O tema trabalhado foi relacionado aos tipos de intervenções e adaptações que são realizadas em sala de aula com um aluno(a) que é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista e Inteligência Limítrofe, visando sua inclusão no ambiente escolar de forma geral, contribuindo assim para uma melhor compreensão do processo inclusivo Proposto pelo Plano de Base Nacional Comum Curricular. O Motivo maior da escolha desse tema é compreender o papel de cada profissional que compõe um corpo docente, bem como o seu trabalho em comum acordo.

A atividade realizada, proporcionou a escola, oportunidade de colocar em prática o que consta em seu PPP: Promover acesso e interação entre escola e comunidade, beneficiando o acesso do aluno estagiário com o seu objeto de pesquisa e a escola com a execução de seu Currículo.


OBJETIVOS:

 

Alcançar os resultados práticos da inclusão em sala de aula e no ambiente escolar, entendendo os encaminhamentos feitos em todo o processo de ensino e aprendizagem da aluna envolvida, coletando dados, e interpretando conceitos, narrando o dia a dia de uma aluna que possui necessidades especiais e assim justificar a ideia de que uma escola democrática, requer a inclusão total de seus integrantes.


2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


Pesquisa e intervenção, fundamentada nas teorias e práticas trazidas em livros didáticos que tratam os temas de Transtornos do Neurodesenvolvimento, Dificuldades e Distúrbios de Aprendizagem. Os autores, apresentam abordagens realizadas com crianças que necessitam de auxílio e adaptação metodológica em sala de aula, bem como o direito de estarem incluídos no ambiente escolar, respalda as Leis e direitos conquistados.


3 OBSERVAÇÃO


Foi observado o modo em que a criança se comporta em sala de aula e como realiza as atividades de sala, através de recursos pedagógicos disponibilizados pela escola e pelos professores da sala. Também a interação da aluna com os professores e os demais colegas da sala. No pátio da escola a criança também é acompanhada, tanto para fazer uso do banheiro e bebedouro, quanto para realizar as refeições e brincadeiras ao ar livre. A escola está passando por reformas e ampliações, o que dificulta o acesso da aluna no pátio e áreas de lazer. Em todos os momentos, acompanhei a aluna e sua professora PAEE no ambiente escolar. Em alguns momentos, a criança demonstrou irritação e desconforto. Em alguns momentos a aluna recusa a realizar as atividades do dia, optando por permanecer fora da sala de aula. Quando é feito as aulas de educação física, uma professora 3 suplementar acompanha a aluna para a realização das atividades do professor e nesse momento sua Professora PAEE realiza sua hora atividade. A aluna reage bem nas atividades realizadas fora da sala de aula e suas atividades favoritas são de pintura, especialmente com tintas e materiais chamativos como colas brilhosas e papéis coloridos. Também atende bem a jogos pedagógicos, porém possui resistência nos momentos de escrita.


4 COLETA E ANÁLISE DOS DADOS OBSERVADOS


As anotações foram feitas em um caderno através de tópicos, onde foi separado as atividades realizadas em sala de aula e as atividades realizadas no pátio da escola. Também foi elencado, os momentos em que a aluna deixou as atividades por vontade própria. Entrevista foram feitas com o Professor regente da sala, coletando informações de como é sua rotina diária com a turma e com a aluna observada. Depois uma entrevista foi realizada coma Professora PAEE para reter as informações de como eram feitos as adaptações das atividades disciplinares para a aluna. A pedagoga da escola, também foi entrevistada e disponibilizou, os laudos que a escola tinha da aluna e disponibilizou a receita que contem as medicações de que a criança faz uso contínuo. Em perguntas oral para um dos funcionários da escola que acompanha a hora do lanche, informações importantes foram obtidas, como de que a Aluna, prefere fazer o seu lanche sem que tenha muito barulho ou outras crianças próximas.


5 INTERVENÇÕES


A primeira intervenção foi a apresentação de uma moldura do 10, com algumas tampinhas de duas cores, onde a Aluna pode manusear como quisesse. Em um segundo momento, foi proposto para a aluna, preencher os quadrados somente de uma cor, obtendo o resultado de 6 tampinhas e 4 quadrados vazio. Depois a criança foi questionada sobre o que estava vendo, a mesma conseguiu identificar que existia 6 unidades preenchidas e 4 unidades vazias. Ao colocar nos quatro quadrados uma nova cor, a criança compreendeu que haviam uma dezena completa em sua mesa, onde 6+4 é = 4 10. E que 10-4 é = 6. No dia seguinte, com a autorização do professor Regente, foi pedido para que cada criança, sentasse de dois em dois e que a aluna principal da pesquisa, também fosse inserida em um par. Depois, todos os alunos da sala, receberam o mesmo material contendo a moldura do 10 e 15 tampinhas de duas cores diferentes. Posteriormente o mesmo método foi utilizado, as crianças manusearam o material como quisessem por quinze minutos. Posteriormente, foi proposto que os alunos usassem somente uma das cores em sua moldura, obtendo vários resultados propostos, como 2, 4, 5, 6, 8 e 10. Depois foi pedido que fossem colocados 9 tampinhas amarelo e 4 tampinhas azul, deixando assim as crianças pensando como fariam isso, uma vez que cada criança, tinha uma moldura e 15 tampinhas cada. Algumas crianças rapidamente entenderam que juntando a moldura do colega, conseguiria obter o resultado proposto. Nessa atividade, foi possível a interação direta da Aluna chave da observação, que com sua colega e alguns condicionamentos, encontrou os resultados propostos e entendeu a metodologia da atividade. Para a maior interação e inclusão da aluna em questão, após todos encontrarem o resultado proposto, as crianças trocaram de par, com o novo par, foi explicado que em uma moldura de 10, eu tenho uma dezena e que em duas molduras do 10, eu tenho duas dezenas. Uma nova proposta foi feita, as crianças tiveram que preencher uma dezena e cinco unidades. Nessa atividade, as crianças utilizaram 10 tampinhas da mesma cor para preencher uma moldura e 5 tampinhas de uma cor diferente, para preencher cinco unidades. Todas essas atividades, foram mediadas oralmente e com a ajuda do quadro da sala de aula, e em alguns casos individualmente de acordo com a necessidade.


5.1 REGISTRO E ANÁLISE DAS INTERVENÇÕES


Os resultados gerados nessa intervenção, foram de trabalho em equipe, ajuda mutua, dialogo, troca de experiência entre alunos, inclusão da aluna em questão, sociabilidade, bem-estar e aprendizado. A problemática da falsa inclusão de alunos que possuem laudos médicos ou técnicos, pode ser superado, com disciplinas que sejam realmente inclusivas em sua realização, visando a sociabilidade e troca de experiências e realmente acessíveis a todos os alunos que fazem parte de uma turma. Nesse processo interventivo, foi verificado que o papel da família em conjunto com a escola, é indispensável, pois os pais devem sempre buscar ciência das metodologias utilizadas em sala de aula e no ambiente escolar com sua criança, tendo ciência se sua criança de fato está fazendo 5 uso de seus direitos, ou apenas está preenchendo um quado político identitário no ambiente escolar, e assim exigir que a inclusão seja integral e gere verdadeiros resultados.

No processo de intervenção, foi desmistificado a ideia de que existe uma limitação do aluno, ou que o mesmo, precisa estar no fundo da sala sem interação nem uma com a turma, apenas com um professor PAEE que realiza atividades dentro do cronograma exigido pela secretaria de educação, visando a repetição das mesmas técnicas tradicionais que futuramente geram evasão escolar e desprestigio pela instituição escolar por parte desses alunos que um dia estarão integrados nos diversos ambientes políticos e sociais. Esses conceitos pré-concebidos, devem primeiramente ser revistos pelas próprias secretarias de educação, corpo docente e pedagógico e formação continuada e respectivos cursos superiores que visam formar profissionais para a sociedade que está em contínua mudança.


6 CONSIDERAÇÕES FINAIS


O trabalho de intervenção psicopedagógica em Aluna com Transtorno do Espectro Autista e Inteligencia Limítrofe, aconteceu com o objetivo de levantar dados em uma escola municipal que oferta a modalidade inclusiva, visando o trabalho realizado pela instituição e o processo de ensino e aprendizagem do aluno. Após observações, dialogo com o corpo docente para obter os dados necessários, uma intervenção foi feita, de acordo com a realidade do ambiente encontrado. A intervenção teve como objetivo, integrar os alunos em uma mesma atividade, gerando sociabilidade e trocas de conhecimento. O objetivo foi alcançado, ao ver que a aluna amparada com o direito da educação especial, realizou as atividades propostas em sala com os colegas e expressou sua satisfação ao realizá-las. Através da atividade realizada na escola, foi possível quebrar conceitos errados sobre o que realmente é uma Educação Especial Inclusiva, podendo levar a uma reflexão de mudança das ferramentas utilizadas nesse campo.


REFERÊNCIAS


PEDAGÓGICO, Projeto Político. Disponível em Cianorte: Escola Municipal Lúcia Moro, 2023.

FARIAS, Elizabeth Regina Streisky de; GRACINO, Eliza Ribas. Dificuldades e Disturbios de Aprendizagem. Curitiba: Intersaberes, 2019.

KRUEGER, Sheila Dalmonico. Matemática Significativa. 1ª edição. Indaial: Uniasselvi, 2019.

TRENTIN, Valéria Becher. Dificuldades de Aprendizagem. 1ª edição. Indaial: Uniasselvi, 2019.

TRENTIN, Valéria Becher. Transtornos do Desenvolvimento. 2ª edição. Indaial: Uniasselvi, 2020.

SILVA, Wilson. Epistemologia genética. Curitiba: Intersaberes, 2018.