A batalha que o presidente Lula enfrenta no Congresso Nacional não é apenas dele, é antes de tudo, uma extensão das tensões que atravessam toda a sociedade brasileira. Quando o governo eleito democraticamente tenta avançar com pautas sociais, econômicas e ambientais que beneficiam as maiorias, encontra, do outro lado, um Congresso muitas vezes capturado por interesses econômicos, grupos conservadores e lobbies poderosos.
Não se trata apenas de uma disputa política. É uma guerra simbólica e concreta sobre qual projeto de país queremos construir. A cada votação travada, a cada proposta barrada, estão em jogo questões que afetam diretamente a vida da população: o direito à educação, à saúde, à segurança alimentar, à proteção ambiental e à soberania nacional. O circo que vemos por parte de parlamentares e ideólogos de direita, serve como cortina de fumaça, para a dispersão da proposta REAL do Governo do Brasil.
Quando o Congresso boicota políticas públicas que favorecem os mais pobres, que combatem o desmatamento ou que regulam abusos do mercado, ele não está travando uma guerra apenas contra um governo — está travando uma guerra contra a população brasileira, especialmente os que mais precisam do Estado.
Por isso, dizer que “a guerra de Lula no Congresso é a nossa guerra”, é um chamado à consciência coletiva. Cada retrocesso que se tenta impor no parlamento, como a NÃO Taxação das grandes fortunas (Super Ricos), e a ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA para quem ganha até R$ 5.000, são afetados diretamente todos os trabalhadores, os estudantes, os povos indígenas, as mulheres, a população negra e todos os que acreditam num país mais justo, solidário e democrático. É preciso entendermos que no Brasil, somos NÓS os mais pobres e a classe média que pagam os maiores impostos, enquanto os milionários/bilionários pagam proporcionalmente, vivendo literalmente na farra das isenções, proporcionando o sustentado de peões como Nikolas, Brasil Paralelo, etc.
O cenário não é novo. O Brasil convive historicamente com um sistema político onde o executivo precisa negociar permanentemente com forças legislativas que, muitas vezes, estão mais comprometidas com seus próprios interesses do que com o bem comum. Precisamos de algo diferente neste momento: criar uma rede de pessoas mobilizadas e atentas, que compreenda que essa guerra ideológica de uma direita reacionária, neoliberal e financeirizada, não pode ser assistida de fora, como quem observa um jogo.
É tempo de compreender que as batalhas travadas dentro do Congresso, devem repercutir nas ruas, nas periferias, nas florestas, nas escolas, nos empregos e nas casas das famílias brasileiras. É uma guerra que pede mobilização, participação e pressão popular.
Se queremos um Brasil mais igualitário, mais democrático e mais humano, essa guerra precisa, de fato, ser entendida como nossa. E como toda guerra que vale a pena ser lutada, ela se faz com resistência, com consciência e, sobretudo, com esperança.
